Polícia Federal deflagra Operação Lesa Pátria
O objetivo é ‘identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram’ manifestações em Brasília

A Polícia Federal (PF) realiza nesta sexta-feira, 20, a Operação Lesa Pátria, que, de acordo com a corporação, tem o objetivo de “identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram” as invasões e as depredações do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os agentes estão cumprindo oito mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão autorizados pelo STF nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. A maioria dos mandados é cumprida no Rio de Janeiro e na capital federal.

Até o início da manhã quatro pessoas foram presas, segundo o portal de notícias g1. Na casa de um dos suspeitos, os agentes apreenderam R$ 22 mil em espécie.

Segundo a PF, a investigação apura os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A Polícia Federal informou que essa é a primeira fase da Operação Lesa Pátria, que será “permanente, com atualizações periódicas do número de mandados judiciais expedidos, pessoas presas e foragidas”.

Pará: Operação Última Patrulha
No Pará, a PF deflagrou a Operação Última Patrulha, para cumprir oito mandados de busca e apreensão contra seis pessoas suspeitas de participação de manifestações na capital federal. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Pará.

Segundo os investigadores, os alvos das buscas são suspeitos de “aderir, coordenar ou financiar” os atos de vandalismo em Brasília. São investigados por prestarem “auxílio material para tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos Poderes constitucionais”.

O inquérito que culminou na Operação Última Patrulha teve início com a análise de postagens em redes sociais. De acordo com a PF, os posts tinham dois objetivos principais: organizar caravanas de todas as regiões do país para Brasília, “para promover uma greve geral com a “tomada” dos Três Poderes através da invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, e assim instalar uma intervenção militar”; e fazer novos bloqueios de rodovias, além de ataques a refinarias, portos e aeroportos.

Postado em 20 de janeiro de 2023